PIRUÇAS

Março 03 2008

""O Presidente da República tem assumido de forma irrepreensível a "cooperação estratégica" com o Governo, tal como se comprometeu com os portugueses.

Contudo, sendo esta busca constante do "ponto de equilíbrio" um exercício muito delicado, é natural que possam surgir excepções à regra.

Na minha opinião pessoal, perante a degradação acentuada do ambiente - de desmotivação e instabilidade - que se vive nas nossas escolas, o Presidente da República deveria ter intervindo com maior assertividade.

No actual contexto, as suas palavras no Colégio Militar soam a uma estéril ambiguidade.

É sabido que as decisões do Governo na área da Educação (algumas até grosseiramente ilegais) têm merecido uma distraída aceitação acrítica de Belém. Mas o ponto de crispação a que se chegou - insustentável para quem vive o quotidiano das escolas - não pode ser mais negligenciada pelo Presidente da República.

Até porque essa crispação se deve - em grande parte - à atitude do Primeiro-Ministro e da Ministra "criada à sua imagem e semelhança".

Se um Presidente não serve para intervir nestes momentos, em que a qualidade do ensino que é ministrado às nossas crianças e jovens se está a deteriorar perigosamente, serve para quê?""

Quem me enviou este texto, a circular por aí, garante que é seu autor Pedro Duarte, deputado do PSD e vice-presidente da respectiva bancada parlamentar. Parece-me ser já um sintoma institucional de que a bota deixou de condizer, em plenitude, com a perdigota . Resta saber de quem é a culpa, isto é...serve para quê?

publicado por poleao às 17:48

TÃO LONGE DO MUNDO E TÃO PERTO DE TUDO
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