PIRUÇAS

Outubro 03 2007

O deputado comunista António Filipe acusou o ministro da Administração Interna, Rui Pereira, de mentir no Parlamento na semana passada a propósito das leis de Segurança Interna e de Investigação criminal e indiciou que o ministro tem uma agenda própria de «aspirações» de controlo do aparelho de justiça.

Quarta-feira, Rui Pereira disse aos deputados da oposição que ainda não havia propostas concretas em suporte escrito que lhes pudessem ser entregues, mas no dia seguinte o Conselho de Ministros aprovou na generalidade as respectivas propostas de lei.

Tudo não passou de uma «encenação mentirosa», disse o deputado, acrescentando: «Ficamos a saber que não podemos confiar na palavra do ministro da Administração Interna. Se mentiu a propósito destas propostas de lei também é capaz de mentir noutras coisas».

Uma critica que foi secundada pelas outras bancadas da oposição. António Filipe foi ainda mais longe e acusou o Governo de estar a elevar a cabo uma
«operação legislativa que visa assegurar um controlo político do aparelho policial que não tem precedentes em democracia».

E continuou: «O objectivo é criar um super aparelho de controlo policial nas mãos do primeiro-ministro, com possibilidade de delegação no dr . Rui Pereira».

Ora, salientou o deputado comunista, Rui Pereira tem um longo percurso de passagem por funções no sector da segurança interna que denunciam uma ambição de controlo deste sector: Rui Pereira
«após ter sido director do SIS, secretário de Estado da Administração Interna, chefe da Unidade de Missão para a Reforma Penal, depois de ter visto goradas as suas activas e pouco secretas esperanças de ser procurador-geral da República e depois de uma curta passagem de um mês e meio pela função, decerto pouco aventurosa, de juiz do Tribunal Constitucional, chega por fim a um cargo mais próximos das suas aspirações.»

eunice.lourenco@sol.pt

 

Espera-se, agora, que estas afirmações contundentes, hoje estampadas no "Sol", sejam, no seguimento das coisas, inequivocamente desmentidas, pelo ministro, ou pelo governo.

Ou será que, mais uma vez, face à turbulência das questões, basta assobiar para o lado e continuar a empurrar a caravana para a frente?

publicado por poleao às 17:21

TÃO LONGE DO MUNDO E TÃO PERTO DE TUDO
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