PIRUÇAS

Abril 01 2007
 
Entrevista à RR . Ouvi, deliciado, e reproduzo as partes mais interessantes, com a devida vénia à Estação.

 

 

 

No programa "Diga Lá Excelência", hoje transmitido na RR , professor Adriano Moreira falou do ensino em Portugal, inclusive da crise na UnI , da vida política nacional e terminou com a Europa e as relações com os Estados Unidos.



Face à crise na Universidade Independente UnI ), ex-deputado considerou que não está em causa a credibilidade do ensino superior privado em geral, mas diz que o sector precisa de uma urgente regulação, por parte do Governo.

Na sua opinião, o Estado “como que entrou em licencia sabática em relação à rede pública, aí por 1974”, coincidindo com a explosão da procura, que foi equilibrada pelo aparecimento do ensino privado.

O professor lembrou que no início foram feitas uma série de exigências claras a quem quisesse fundar uma universidade, havia um “conceito estratégico definido”, que com o passar do tempo deixou de ser tido em conta.

Quanto ao Processo de Bolonha fez um balanço pouco positivo. Disse que, na sua aplicação, estamos “extremamente longe”, pois não estão a ser fornecidos “à rede pública os meios necessário para isso”.

No panorama político nacional, Adriano Moreira afirmou que o Parlamento está descredibilizado, desde a maioria absoluta do Cavaco Silva e ainda não recuperou. “O Parlamento viu a sua credibilidade e respeitabilidade muito afectada com as maiorias absolutas”.

Neste contexto, sublinhou ainda que é “extremamente grave que se esteja a desenvolver um fenómeno antigo na vida portuguesa: uma espécie frequente de divórcio entre a população e o aparelho de poder”.

Sobre a situação no CDS-PP , o professor diz sentir-se demasiado “mal com as dificuldades do país”, para se preocupar com este caso partidário. No entanto, deixa uma recomendação à direita  – deve haver autenticidade e fidelidade aos princípios.

No campo internacional, Adriano Moreira considerou que houve um afastamento EUA-UE , fomentado pelo unilateralismo dos EUA. “Deixou de haver a solidariedade que houve durante os 50 anos da “Guerra Fria”.

Quanto à intervenção no Iraque, classificou-a um desastre.

Sobre a vitória do Salazar no programa da RTP “Os Grandes Portugueses”, o ex-ministro do Ultramar do Estado Novo, disse que, em primeiro lugar, este foi um “voto militante” num concurso televisivo.

publicado por poleao às 15:24

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