PIRUÇAS

Maio 11 2005

Já há uma explicação para o facto de o governo, até agora, ter governado pouco e mal: é que os ministros e secretários de estado receberam ordens para passar a pente fino tudo o que foi feito pelo anterior governo e  remeter para a PGR tudo o que cheire mal, isto é, a merda. É um trabalho que vai levar, naturalmente, muito tempo. No final da legislatura, caso haja mudança de governo e de políticas, o novo elenco ministerial fará, como de costume, o mesmo, ou seja, vai novamente passar a pente fino (mais fino ainda, se possível) o que foi feito antes e propor a destruição do que deva ser destruido, à luz da nova orientação política.


Eu sei que está aqui uma imagem forçada da realidade mas, bem vistas as coisas, desta vez a imagem não me parece tão forçada assim. É claro que é o mexilhão (isto é, o zé povo) que se lixa, com este bater de mar nas lusitanas rochas.

publicado por poleao às 23:10

Maio 11 2005

Acompanhei, com natural curiosidade, o caso do jovem actor/cineasta nacional que foi detido, há mais de um mês, nas "arábias", por ter dado, lá, uma fumaça proibida. Achei estranha a crescente turbulência que tal situação foi provocando nos OCS e a directa (e em força) intervenção do nosso MNE, tanto mais que nunca se viu tanta diligência e tanto empenho das autoridades portuguesas para libertar um nosso concidadão detido no estrangeiro.


Pois bem: o jovem foi ontem libertado, depois de uma audiência em tribunal que durou...30 segundos. Ainda bem. Mas ficou a saber-se que o embaixador António Monteiro, anterior titular do cargo de ministro dos NE, foi enviado especialmente às "arábias" para acompanhar pessoalmente as diligências para a libertação do actor/cineasta, trazendo-o de volta a Portugal, como um troféu. E hoje houve conferência de imprensa e tudo, para que fossem dadas explicações e pormenores sobre a acção desenvolvida pelo MNE. Faltou o próprio ministro, certamente por indisponibilidade de agenda. Foi pena.


Fiquei feliz q.b. por esta "libertação", muito embora não conheça o jovem, nem como actor, nem como cineasta. Gostaria, todavia, de saber todo o guião desta história invulgar, tanto mais que nunca se viu uma acção tão fortemente concertada como esta, das autoridades portuguesas, para defender e soltar um cidadão nacional em apuros no estrangeiro.


Quantos estarão agora, em situações parecidas ou semelhantes, à espera de uma intervenção parecida, ou semelhante, do MNE?

publicado por poleao às 16:44

TÃO LONGE DO MUNDO E TÃO PERTO DE TUDO
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