Estou esmagado, desde há dias, pela profusão, variedade e tamanhos de símbolos nacionais espalhados por todo o País. E, neste estado, reduzi-me a um silêncio de fé. Será que esta onda de patriotismo é mesmo espontânea, verdadeira, nobre? Espero bem que sim e que todo este entusiasmo nacionalista não seja apenas uma franja, sem qualquer significado, do fenómeno decorrente do Euro2004.
Em silêncio tem estado também o meu compadre alentejano, depois que me enviou, há dias, um postal provocador, sobre política. Hoje, sou eu que o provoco, com esta linda fotografia representativa de um melancólico recanto da sua terra.
Amanhã é que são elas, no AlvaladeXXI. Em 1801, os espanhóis tiraram-nos Olivença. Agora que "vença" PORTUGAL.
Começámos mal, muito mal. A derrota, contra a Grécia, há pouco, no estádio do Dragão, evidenciou falhas de organização que devem ser corrigidas no próximo encontro. Deu para ver, com clareza, que a equipa, na segunda parte, teve outro comportamento, para muito melhor, claro. Jogou ao ataque, com velocidade, com alegria, com...juventude. Procurou o golo, com muita determinação e afinco, e acabou por ver esse esforço recompensado, com um bonito golo de Ronaldo, de cabeça. Ronaldo, diga-se de passagem, é o jogador mais alto da nossa selecção.
Ontem, morreu o Prof. Sousa Franco, em circunstâncias dramáticas, quando fazia campanha eleitoral, pelo PS, em Leixões.
A minha segunda terra é a vila de OEIRAS. É certo que passei vários anos em Lisboa (a estudar e nas malandrices da juventude) mas não posso dizer que tenha sido, alguma vez, a minha terra. De resto, considero Lisboa uma das cidades mais lindas do mundo, porque nenhuma tem, como ela, sete colinas darramadas sobre o estuário de um rio, o nosso Tejo.