PIRUÇAS

Agosto 30 2005

Dinheiro (Arquivo)

Fim da corrupção colocaria Portugal ao nível da Finlândia




2005/08/30



"Estudo do Banco Mundial mostra que países podem triplicar rendimento per capita. E diminuir mortalidade infantil. Corrupção prejudica famílias mais pobres com impostos injustos e cria a necessidade de «subornos» nos serviços públicos

 



«Dez mitos sobre a governação e corrupção» aponta o caminho para o desenvolvimento. E garante que a diminuição da corrupção poderia pôr Portugal na senda do desenvolvimento, ao mesmo nível da Finlândia.



Daniel Kaufmann, director dos Programas Globais do Instituto do Banco Mundial, apresenta esta tese num artigo publicado na revista trimestral do Fundo Monetário Internacional, «Finance and Development», também divulgada na internet.


O estudo do Banco Mundial estima que um país que melhore a sua governação e que parta de um baixo nível pode alcançar uma bom termo de desenvolvimento e triplicar o rendimento per capita da população. As melhorias, segundo Kaufman, vão mais longe e afectam ainda a redução da mortalidade infantil assim como a iliteracia.  


No caso de corrupção, em países em desenvolvimento, a corrupção acaba por resultar numa desproporção para as famílias com menores rendimentos: pagam mais impostos do que deveriam, e parte dos seus rendimentos são gastos em «subornos» para terem acesso aos serviços públicos. Numa estimativa, as transações mundiais são «manchadas» pela corrupção em perto de um trilião de dólares".


RESUMINDO:


Somos pobres, somos corruptos e, ainda por cima, no dizer dos mestres chilenos em incêndios, ...não sabemos apagar fogos.


Então e ninguém salta para nos defender destas ofensas.


                       


 


 

publicado por poleao às 23:54

Agosto 30 2005
Bombeiro.bmp 


Os bombeiros e técnicos chilenos, que vieram a Portugal ajudar no combate aos incêndios, concluíram que Portugal gasta demasiada água a apagar fogos, quando devia apostar no desbaste da vegetação, para impedir o avanço das chamas.


 


Bem me parecia que, nisto dos fogos, metemos mesmo muita água.


Só nos fogos, patrão???

publicado por poleao às 23:13

Agosto 27 2005
Sá Fernandes quer acesso à Net em jardins de Lisboa

O candidato independente à Câmara Municipal de Lisboa apoiado pelo Bloco de Esquerda, José Sá Fernandes, propõe a instalação de um sistema de acesso gratuito à Internet sem fios em cinquenta espaços públicos da capital.


Ora, aqui está uma excelente ideia. Por mim, acrescentava mais estes acessos, também gratuitos:


- 10 postos de telefone, por jardim, com ligação a qualquer lugar do   mundo;


- 10 aparelhos de TV, com todos os canais, nacionais e internacionais, incluindo, claro, os codificados;


- 10 telefonias, todas com FM, FW e OL;


- 10 postos de correio, incluindo papel de cartas, postais, envelopes e, naturalmente, selos;


- 10 postos de distribuição de bifanas e cervejas  (5/cidadão/dia)


Vamos a ver se os candidatos aqui de Oeiras abrem os olhos e não se deixam ficar para trás.  

publicado por poleao às 17:49

Agosto 27 2005

O professor americano Peter Lindert diz, na Revista VEJA, de hoje, que no Brasil são os mais pobres que contribuem para ajudar os mais ricos. "É um efeito Robin Hood ao contrário", diz. "É um contra-senso."


 


Só no Brasil, professor???

publicado por poleao às 17:02

Agosto 26 2005

Agora, que as "águas" estão um pouco mais paradas e serenas, dou por mim a tentar recordar-me dos variadíssimos nomes de aldeias e lugares onde as devoradoras labaredas chegaram de há mais de um mês para cá, pelo menos. E não consigo recordar mais do que dois ou três nomes.


Durante este amargo período, entraram-nos casa dentro, todos os dias e às mais diferentes horas, reportagens dolorosas, das TVs, de aldeias, lugares e sítios cada qual com seu nome, como é devido. Como eu, estou certo de que muito mais gente se interrogou sobre este assunto: afinal, terão dito, o meu Portugal não é só a cidade, ou vila, onde moro e trabalho; é muito, muito mais, e eu não sabia ou, melhor, não tinha perfeita consciência disso; e lá as pessoas choram e lamentam-se com uma naturalidade cristalina, pura, própria, afinal, das pessoas simples. Um encanto de gente, agora conhecida devido ao seu real sofrimento, mostrado às escancaras, devido ao trabalho das televisões nacionais e estrangeiras. E ainda se disse, por aí, que as TVs deviam limitar as reportagens, evitando o negro da realidade. Parece mentira que alguém tenha pensado isso.


As ideias ainda as tenho baralhadas na minha cabeça, porque sofri muito com o que vi, mas já dá para perguntar: qual é o País real -aquele, espalhado por todos os recantos, com gente de idade avançada a dizer, com as lágrimas a correrem-lhe pelo rosto, que tinham perdido tudo o que amealharam, pelo trabalho, ao longo de uma viada, ou este, da grande ou pequena urbe, onde nós moramos, bem longe das "pedras lavradas" de que nos falou Torga. Para muito boa gente, estou certo disso, o País real é agora uma incerteza cruel, porque só agora conheceram os nomes dessas aldeias e lugares, e sua localizazão, no Portugal escondido dos nossos olhares, bem longe dos confortáveis apartamentos e vivendas onde vivemos.

publicado por poleao às 19:02

Agosto 26 2005

Com a devida vénia, transcrevo aqui, neste meu caderno de memórias, este excelente e certeiro texto de JPP (agora mais sereno, depois de ter sacudido da cena política o PSL), hoje publicado no seu ABRUPTO:


"Acaso se tem reparado na enorme dificuldade que as pessoas que são entrevistadas na rua pela televisão, seja sobre que matéria for, mostram em enunciar um fragmento de uma ideia, uma resposta com os verbos certos, com sentido, que tenha a ver com a pergunta? Não me refiro a ocasionais lapsos, ou ao mau português. Refiro-me a falar, dizer, explicar.

E não são os velhos encurralados pelos fogos, mas os veraneantes num carro para o Algarve entrevistados numa portagem, umas senhoras nuns saldos, uns jovens num festival entre a música e a cerveja."


 


 

publicado por poleao às 17:56

Agosto 26 2005

policia.jpg


Em comunicado há pouco anunciado, a PSP corrigiu os dados anteriormente fornecidos e que serviram de base ao meu comentário antecedente. Afinal, dos 651 condutores fiscalizados, apenas 51 (7,8 %) estavam alccolizados. Só não erra quem não faz contas. A polícia errou as contas mas, prontamente, corrigiu a sua primeira informação fornecida aos jornais. Só lhe fica bem, esta atitude.

publicado por poleao às 17:16

Agosto 26 2005

Durante uma operação «stop», realizada entre as 02:30 e as 07:30 horas de hoje, em Lisboa, em 653 condutores, a PSP detectou 585 alcoolizados, isto é, 90% dos fiscalizados.


Comentário do meu compadre alentejano: "os 10% que faltam tinham passado por lá às 02:20".


Poeque será? Será do "guaraná?

publicado por poleao às 16:32

Agosto 25 2005

Diz Luís Filipe Menezes, num matutino de hoje, a propósito do pedido de auxílio, à UE, de meios de combate aos incêndios:


"... O pedido de ajuda europeia foi escandalosamente tardio. Eram patentes as nossas incapacidades e a situação que o justificou é a mesma de há 15 dias. Infelizmente, só agora houve a humildade de assumir a dimensão da tragédia. ..."


Mas a verdade é que a demora em assumir a dimensão da tragédia e em mandar um SOS para a UE pode muito bem ter agravado, desnecessariamente, o sofrimento de pessoas e a perda de muitos bens patrimoniais. Não é, naturalmente, uma certeza mas é, sem dúvida, uma forte presunção.

publicado por poleao às 16:47

Agosto 25 2005

"...


Os ecos da tragédia nacional chegam a todo o Mundo, através dos jornais e das televisões, incluindo a CNN. Mas no dia em que até o canal norte-americano tomou a decisão rara de dedicar vários minutos a Portugal, o ministro da Agricultura, Jaime Silva, deu a todos uma lição de clarividência: “O problema é localizado. Repare-se que a área ardida não chega a três por cento do território nacional. Não há que confundir o que são hectares ardidos com uma calamidade.” Mais ou menos o mesmo que dizer que os que perderam tudo nas chamas e aqueles que se mostram sofridos por combatê-las não passam de alarmistas.


..."


(Rui Hortelão, CM de hoje)


 


O sr Jaime disse isto, ontem, no "terreno" (pela primeira vez, acrescente-se) e hoje deve ter ido, calma e tranquilamente, para o ar condicionado do seu gabinete, certamente indiferente, pelas contas que fez, ao sofrimento de tanta e tanta gente que tudo perdeu -sendo que esse tudo era pouco mais que nada.

publicado por poleao às 16:18

TÃO LONGE DO MUNDO E TÃO PERTO DE TUDO
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